julho 03, 2009
81 - AS CASA DE ENCANTAR
AS CASA DE ENCANTAR
As casa de encantar
estão na minha cidade
elas são tão bonitas
que dão muita felicidade
Quem lá mora, mora bem
e tem gosto em ali estar
elas de lá não saem
algumas vão, até lá casar
Muito sol, p´las janelas entra
de manhã até à tardinha
eu nelas vou estar sempre
desde a aurora à noitinha
O sol brilha lá tanto
e até faz muito calor
Todos nós gostamos de estar
onde há muita paz e amor
Bonitas casas são
até é difícil não as amar
muita gente quer lá viver
nas casas de encantar
de: fernando ramos
25.7.2005
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julho 02, 2009
80 - CINQUENTA E CINCO
CINQUENTA E CINCO
Já fiz cinquenta e cinco anos
o que, poderia deixar-me de rastos
mas velho é que não sou
porque velhos são os trapos
Digam lá, ó jovens
se não gostavam de aqui chegar
hoje em dia é tão difícil
tantos anos juntar
Foram anos bem vividos
estes todos que passaram
com altos e baixos na vida
que de mim se cansaram
Todos nós, que aqui chegamos
muito temos para contar
precisamos é de saúde
para todos os males passar
Ó mundo estás tão perigoso
que a mim, já dás medo
é que os anos que já passei
deram para não morrer cedo
Vê lá, vamos a ter calma
para nós vivermos sem ais
Já que aqui cheguei,
deixa-me estar uns anos mais
A vida está difícil
e os anos já não são poucos
Mas já que aqui estou
os próximos que não sejam de loucos
Só peço saúde a Deus
e isso é que é importante
o resto logo se verá
porque a ter, já é gratificante
Cinquenta e cinco já fiz,
poucos mais me devem faltar
Seja o que Deus quiser,
eu quero é com a família estar
de: fernando ramos
22.6.2005
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julho 01, 2009
79- O MENINO RI
O MENINO RI
O menino ri, no meio
de suas brincadeiras
Mas ri de quê?
Interroga-se sua mãe,
que ternuramente vai olhando
para ele, e enviando beijos
que voam nas asas de borboletas,
direitas a seu rosto
O menino que estava rindo,
deixa de brincar
e corre para o seu colo,
e a beija como retribuindo
aqueles doces mimos
O menino volta a rir
por sua mãe o embalar,
e ela sorri de felicidade
para o seu menino que ri
de: fernando ramos
25.7.2005
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junho 30, 2009
930 - ACASOS DA VIDA
ACASOS DA VIDA
Os acasos do vai vem da vida
Por vezes, é dor que dói
Que chora sangue em gota ferida
Num mar da angustia que rói
E os acasos da alma pura
Vão por anos, após anos
Marcando a diferença segura
Por caminhos de desenganos
Acasos que brotam lágrimas puras
Serão de pena, de amor ou solidão
Poderão ser de intenções seguras
Ou de incertezas em rebelião
E aqueles que o mundo não resolve
Trazem guerra em total horror
São horas que a vida absorve
Gritando bem fundo seu clamor
Acasos, de dores que no fundo dói
Falta-lhes razão, e serão morte certa
É o medo que tudo e todos destrói
Aconteceu assim com o profeta
De: Fernando Ramos
30.6.2009
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junho 29, 2009
929 - CRIANÇA
CRIANÇA
Criança, tu queres crescer
Em gargalhadas e brincadeiras
Na alegria, amor e paz de viver
Em tua infância sem fronteiras
Sem ódio, sem violência e dor
Sem medos nem preconceitos
Seres livre como um sonhador
Que voa por seus céus perfeitos
Criança, tu queres ser amada
Pelo mundo que te rodeia
Queres caminhar em tua jornada
Num colo que te incendeia
Queres o calor exuberante
Do peito da mãe que te deu vida
Queres seu olhar cativante
Que te entrega feliz e embevecida
Queres seu amor pela vida fora
E que te acompanhe na caminhada
Queres seu perdão na má hora
e a sua pura lágrima doirada
de: Fernando Ramos
23.6.2009
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junho 27, 2009
78 - OS AMIGOS
OS AMIGOS
Amizade quando aparece
Vem numa luz muito bela,
sabe bem tê-la connosco
não vá a gente precisar dela
Quando nós precisamos,
com o amigo vamos ter
às vezes até acontece
ele não nos poder receber
Mas depois lá aparece ele,
sempre pronto ajudar
nós contente ficamos
dessa sua forma de estar
Os amigos são para as ocasiões
eu sempre ouvi dizer,
mas para este novo amigo
as ocasiões são um prazer
Temos sempre alguns amigos
que às vezes deixamos de os ver,
mas quando é preciso
eles estão sempre aparecer
Destes amigos assim
todos nós devíamos ter,
é sempre bom contar com eles
se alguma coisa nos acontecer
de: fernando ramos
24.7.2005
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junho 26, 2009
77 - OS INCENDIOS
OS INCENDIOS
Vem o fogo traiçoeiro
alguns bens roubar,
tantos olham com indignação
para as labaredas
que se andam a espalhar
É uma impotência total
ao ver a mata arder,
ninguém põe os incendiários
na ordem, e ainda dizem
que não há nada a fazer
Diz-se que é fogo posto,
e está difícil apanhar alguém
O incendiário sempre escapa,
e outros fogos vai atear
para os bombeiros apagar também
As populações gritam bem alto,
por justiça que está a tardar,
depois será a desgraça, porque
um dia alguém vai aparecer
na fogueira que andou atear
Virão por aí dizer,
que esta justiça
não se deve aceitar,
levando o povo a desconfiar
em quem se deve acreditar
Não é uma justiça correcta
todos nós sabemos isso,
mas o incendiário estava
a pedi-las, e foi
chamuscado como um chouriço
Até pode servir de lição
para muitos que aí andam,
é que o povo
já não aguenta,
tanta inércia de quem mandam
de: fernando ramos
24.7.2005
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junho 25, 2009
76 - A PONTE
A PONTE
A ponte do nosso rio
todos temos de atravessar,
vamos lá ter cuidado
para nela não tropeçar
A pé eu atravesso
se tiver algum tempo,
pressa não posso ter
porque depois não aguento
Nesta ponte onde vou
onde há muita aragem,
grande pressa tenho eu
de chegar à outra margem
Minha ponte bonita és,
e que vais de um lado ao outro,
da janela eu te vejo
nesta linda cidade do Porto
Minha vida é como a ponte
que nela caminharei
Atenção terei de ter
se não, nela me perderei
de: fernando ramos
22.7.2005
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junho 23, 2009
928 - EU PERGUNTO
EU PERGUNTO
Pergunto
O que fazes ao tempo
E pergunto ao tempo
O que faz contigo
Pergunto a ele
Porque não estas comigo
Quando o tempo sabe
Que só estarei bem contigo
Sem um arrepio desalentado
Sem uma lágrima insuperável
Sem uma saudade espinhosa
Pergunto ao tempo
Porque o tempo
Faz esta ausência de ti
DE: Fernando Ramos
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junho 22, 2009
927 - ONDA
ONDA
Onda limpa que chegaste
Trazes do mar o meu amor
Nem sabes como o coração ajudaste
Tratando desta dolorosa dor
Vive a paixão em sofrimento
Enquanto a vaga forma a teia
Leva minha vida um tormento
Passando só com a onda na areia
Esse amor que é pérola do mar
Vem em águas das lágrimas de Deus
Meus lábios nelas se vão banhar
Tanto como os olhos meus
Que brotam lágrimas doces
Por ti amor, do meu compadecer
Tanto te quero, e se tu não fosses
A mulher, que gostosamente me faz viver
E quando me encontro exausto e vacilante
Apareces tu onda, que me causas brado
Contigo partiram Naus carregadas de povo
Que trouxeram paz ao coração deserdado
De: Fernando Ramos
22-6-2009
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junho 21, 2009
75 - O BARCO VELHO
O BARCO VELHO
Sou marinheiro
de um barco velho,
e tenho aquilo
que sou
E não aparento
aquilo que tenho,
porque um dia
este marinheiro
pró mar zarpou
Nele,
vou por oceanos navegando,
na esperança
de bom porto encontrar
Sou um marinheiro velho,
tão velho, como este barco,
que a bom lugar me vai levar
Cansado, saudades tenho,
de alguém que lá deixei ficar
Navegando por bom mar,
o farol eu vou encontrar
Onde meu amor lá me espera
com a esperança de eu chegar,
e ter aquilo que sou
E este barco velho,
tão velho como
o marinheiro que sou,
num dia quando arraiar,
o farol desse porto
ele vai encontrar
E então aí, quando chegar
meu barco vai atracar
e para o meu amor,
serei, o que sou
de: fernando ramos
23.7.2005
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74 - ERICEIRA
ERICEIRA
Na Ericeira linda
de muito sol e mar
há pessoas simpáticas
que lá na terra sabem amar
Gentes simples e honestas
que na Ericeira estão a viver
tem os turistas como amigos
que aquela terra vão comer
À Ericeira vamos sempre
quando a vontade aparece
é sempre bom lá voltar
a locais que agente conhece
Alguns turistas, na praia estão
neste paraiso de muito mar
muitos vão tomar seu banho
e depois pela terra passear
Muita gente lá vai
aos domingos almoçar
e na volta p'ra suas casas
uns pãezinhos vão comprar
Quando da Ericeira saírem
ao Sobreiro vão passar
entram na loja do João Franco
p'ra suas artes visitar
E a caminho de Lisboa
na Malveira também vão parar
visitam algumas lojas
p'ra umas trouxas comprar
de fernando ramos
20.7.2005
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junho 20, 2009
73 -SEU CASTIGO
SEU CASTIGO
Ser mulher de má vida
é um destino traçado
Deus assim o quis
que, se vivesse em pecado
Esta vida de mil perigos
a tantas ela foi dada
não merecem tal castigo
por ter tal vida desgraçada
Só Deus lá sabe, porque mereçem
esta triste má sorte
Fazer, de mulher da vida
até à hora da morte
Sabem que nasceram na podridão
e que culpa elas tem
A vida para lá as levou
que infeliz castigo seu
É uma desgraça muito grande
nas suas vidas tão curtas
que mal fizeram a Deus
para terem essa vida de luta
Desde muito novas
levam a vida sem razão
Por todos os seus pecados
a Deus pedem perdão
de: fernando ramos
22.7.2005
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junho 14, 2009
926 - TEJO, TEJO
TEJO, TEJO
Linda é a minha cidade
Das janelas de cortinas de chita
Outras cidades querem afinidades
Porque ela é graciosa e bem catita
És do fado, até que a voz doa
Dos jardins e das mansardas
Dos coretos, onde a banda entoa
Marchas Populares bem cuidadas
Levam, a saudade embora
Com um sorriso de voltar
Voltam os turistas pela aurora
E nossas gentes estão a esperar
És do Tejo, Tejo Lisboa querida
És do povo e da sua alegria
Tens um sol que sorri na despedida
És a Lisboa, Deusa menina
És a magia que amarei sempre
No coração da tua luz bonita
E que nunca ninguém tente
Falar mal de ti cidade cosmopolita
14.6.2009
Fernando Ramos
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junho 13, 2009
925 - SANTO ANTÓNIO DA CIDADE
SANTO ANTÓNIO DA CIDADE
Santo António de Lisboa
Da cidade da iluminação
Vais nas Marchas de gente boa
Que te trazem no coração
Pelo povo és muito amado
Desde Alfama à Mouraria
São cantinhos onde o fado
Contagia com sua alegria
E há Marchas populares
Que te evocam com amor
Cantam-se em Ruas, e lares
Teus milagres com ardor
Que dura pela noite fora
Até à chegada do sono embalado
Quando as Marchas vão embora
Começando o casamento aguardado
De manhãzinha está na hora
Das noivas e seus amados
Vais uni-los p'ra vida fora
Em seus desejos há muito sonhados
Santo António, és da cidade
Do encantamento das borboletas
És a esperança, e a Liberdade
Deste mundo dos Lisboetas
925-de: Fernando Ramos
13.6.2009
dia Santo António
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junho 12, 2009
72 - FADISTAS DA MINHA JUVENTUDE E DE AGORA
FADISTAS DA MINHA JUVENTUDE E DE AGORA
Fadistas de antigamente,
que bem que eles cantavam
Há, alguns que eu até gosto
e outros, que encantavam
Para vos dizer a verdade,
até era pouco apreciador de fados
Mas sempre me habituei a ouvi-los
em minha casa, e aos pedaços
E nas tabernas antigas
cantava-se o fado e bebia-se vinho
mas os fados que menos gostava
eram os de choradinho
Meu pai é que era um fã
e na rádio, todos dias se tocavam
Daí que conheço alguns fadistas
e do jeito como eles cantavam
Eles eram o Fernando Farinha,
o Armandinho e o Marceneiro
O Carlos Ramos, que era sublime
e o Tony que não era o primeiro
E havia a Cecília do Carmo,
a Berta, a Ercília e a Maria Alice
E outras que já não me lembro
que hoje para alguns, ainda é uma doidice
Nas rádios, muitos fados se ouviam
que o povo cantarolava
e houve um que ficou imortalizado
que era; "Quando o Hilário Cantava"
Também havia o Bettencourt
que era lá do Funchal
que, com o Torga escreviam
os fados de Portugal
Da Madeira ele era
mas em Coimbra se instalou
Cantava, e escrevia muito bem
até que o Zeca o cantou
Dizem que Amália era a maior
e por isso lhe chamam a Diva
Eu gostava mais da Hermínia Silva
que pena, que já não seja viva
Ela falava no Pacheco
em tons de brincadeira,
como eu gostava de ouvi-la
para mim era a primeira
E na casa de fado da Hermínia
comia-se azeitonas e pão seco
bebia-se um bom vinho
e ela começava com um, "anda Pacheco"
Também se falava na Severa
mas essa eu nunca ouvi
Diziam que era a Rainha,
mas a Hermínia, é que eu vi
Não esquecendo o Fernando Maurício
que era bastante afamado
Dizem que era amigo de todos
e que bem ele cantava o fado
Temos aí outra fadista,
que canta até que a voz lhe doa
é a Maria da Fé,
outra fadista de Lisboa
E o nosso Carlos do Carmo
fadista de eleição
Com ele todos devem aprender
a beber a nossa canção
Ele é o grande Mestre
de todos fadistas de agora
Carlos do Carmo, vai fazer parte
daquela elite de outrora
Hoje também há bons fadistas
a Mafalfa, Camané, Marisa, e outros mais
Os antigos eram muito bons,
mas todos, são fadistas fatais
de: fernando ramos
22.7.2005
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junho 10, 2009
71 - O INCENDIÁRIO
O INCENDIÁRIO
O que leva o incendiário
a cometer tão grande desgraça,
ver a mata arder
podem crer que não tem graça
Estes fogos malditos
que aparecem aqui, e al,
São por causa dos incendiários
que vegetam por aí
É preciso uma grande loucura
e tamanha desfaçatez
Queimar a Natureza
que para todos, Deus fez
Os incendiários são loucos
por as matas atearem,
mas vejam lá se a loucura
lhes dá, para nelas se queimarem
Aos bombeiros, nossos heróis
os loucos não os deixam descansar
Todos os anos é a mesma sina
muitos fogos têm de apagar
As pessoas choram todas
por ver seus bens arder
no fogo perdem tudo
nada lhes resta para comer
Vejam lá se acabam os fogos,
grita o povo e com razão
Justiça do nosso país
metam os incendiários na prisão
As labaredas malditas,
que tudo vai queimar
Deus ajude os Bombeiros
os fogos apagar
de: fernando ramos
22.7.2005
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junho 09, 2009
70 - A SITUAÇÃO VAI PIORAR
A SITUAÇÃO VAI PIORAR
A situação vai piorar
diz o povo na sua razão,
andam todos a brincar
com esta linda Nação
A situação vai piorar
gritamos todos na rua
já ninguém se entende
anda tudo é na lua
A situação vai piorar
informa os órgãos de informação
eles raramente se enganam
quase sempre têm razão
A situação vai piorar
digo eu, e dizes tu
vamos tentar lá resolver
este problema bem comum
A situação vai piorar
nesta terra pessimista
já ninguém acredita
na mudança capitalista
A situação vai piorar
e o petróleo aumentar
vamos para novas energias
ou o mundo vai acabar
A situação vai piorar
e já não é de agora
como toda a gente sabe
que é o mesmo lá fora
A situação vai piorar
já diziam os nossos avós
os problemas são os mesmos
só que agora somos nós
A situação vai piorar,
esperemos pela melhora
há que ter esperança
senão a vida piora
A situação vai piorar,
eu começo a achar que não
isto já está tão mal
que agora, era só tirar o pão
de: fernando ramos
22.7.2005
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junho 06, 2009
69 - A ESQUINA DO MEDO
A ESQUINA DO MEDO
Maria, era o nome
da prostituta
que frequentava
aquela esquina
Do medo
como era conhecida
Exibia suas longas
pernas a todos
que passavam por lá
na esperança que um cliente
a salvasse daquela noite
para que, seu chulo
lhe desse a dose de heroína
e não lhe batesse
como era seu hábito
sempre que ela
não fazia dinheiro
na esquina do medo
Maria tinha vergonha
das cicatrizes de seu rosto
e por isso as tentava
disfarçar, elas eram
as marcas da desgraça
devido às tareias
que seu homem lhe dava
Mas ela mesmo assim
o amava apesar de tudo,
e comentava com as amigas
de destino:
Que triste é ser puta
e gostar de um homem como
o meu, que triste sorte
de ter que voltar para esta
vida todas as noites
Maria lamentava-se,
mas não conseguia dizer
adeus à perversidade
que carregava, nem a quem
a mal tratava
Também não conseguia
procurar outros caminhos
menos penosos
devido ao vicio
que seu corpo
andava mergulhado
Até que um dia
Maria, cansada da sua
má sorte
resolveu parar seu destino
E numa dose fatal de heroina
para ela tudo tinha terminado
Suas bonitas e longas pernas
deixaram de ser vistas naquela
esquina do medo
de: fernando ramos
21.7.2005
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junho 05, 2009
68 - MEU CANTO
MEU CANTO
Canto a minha liberdade
em poemas de paz e amor
inspirados por poetas
que encorajam meu fervor
Canto à saudade vivida
de tempos atrás passados
Onde lembranças gravaram
Todos os meus pecados
Canto à natureza
que me dá alento p'ra viver
Sei ela que um dia
me irá deixar morrer
Canto ao meu destino
porque ele me faz amar
Quem na minha vida
segue o meu cantar
Canto à alegria
que vai por meu peito,
ela me deixa exuberante
Com a paixão que me deito
de: fernando ramos
20.07.2005
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maio 30, 2009
67 - VAMOS MUDAR O MUNDO
VAMOS MUDAR O MUNDO
Mudar o mundo é difícil
mas alguém tem de o fazer,
neste deserto de ideias
um dia tem de acontecer
É preciso tudo mudar
porque assim não se vai lá,
se lá longe não se entendem
o mesmo acontece cá
Ó mundo, vê lá se páras
com estas guerras atroz,
a natureza esta a mudar
e quem sofre somos nós
Vê mundo p´ra onde vais
com o comércio global
Os países mais pequenos
precisam de apoio total
Que achas tu mundo
das desgraças que por aí vão,
muita fome e muita guerra
como nas terras do Sudão
Houve lá as minhas preces
que as faço com fervor,
eu só peço ao meu Anjo
paz no mundo, e muito amor
Dá um sorriso mundo,
nem tudo são más esperanças
também temos coisas boas
como a gargalhada das crianças
de: fernando ramos
20.7.2005
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maio 29, 2009
66 - A NOITE DOS SÁBIOS
A NOITE DOS SÁBIOS
Hoje é a noite
de todos os sábios,
daqueles que tudo
sabem
Como:
Construir, destruir, conservar
e até criar amores,
e desamores,
e quem sabe...
Acabar com a guerra
Hoje é a noite dos saberes
do aprender, da ilusão
e também da desilusão,
da gargalhada feliz
e da lágrima rolante
Hoje é a noite,
em que os sábios
nos vão dizer porque é que
a terra é redonda,
e o sol não é a luz da vida
Hoje é a noite de soltarem
as loucuras, a poesia,
os cantos de Camões
e os sábios também
Esta noite chove prata
e vai ser inesquecível,
é a noite das noites,
porque os sábios,
vão andar por aí...
de: fernando ramos
20.7.2005
Publicado por ramos às 08:59 PM | Comentários (0)
maio 28, 2009
65 - O TACHO
O TACHO
O tacho serve para tudo
Até para cozinhar
Dele, alguns se vão aproveitar
Para sua vida engordar
O tacho, até dá empregos
A muita gente incompetente
Que se apriveitam de lugares
Com estatuto permanente
Quem paga a estes senhores
É sempre o Zé povinho
E eles só lá estão a ganhar
O nosso rico dinheirinho
Contem lá senhores Políticos
Esta história engraçada
De salários com as reformas
Que dá grande caldeirada
Hoje há tachos para tudo
Desde que se ganhe algum
Bons lugares para Presidentes
Que não são para qualquer um
O tacho, é coisa boa
Que veio para ficar
Ele nunca se irá embora
Nem os políticos iriam deixar
E quem paga estes tachos
Digam lá meus senhores
Se o povo não tem razão
De estar farto de tais doutores
de: fernando ramos
19.7.2005
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maio 27, 2009
64 - LEMBRAR
em>LEMBRAR
Deixa-me lembrar
Os beijos que ficaram
Por dar
Dos sonhos que tivemos
E do que não conseguimos
Falar
Deixa-me lembrar
Das noites que passaram
Em que nossos corpos
Colados ficavam
Suspirando de amor
Deixa-me lembrar
Da tua longa ausência
Que me trazem noites
Cheias de nada
Deixa-me lembrar
Dos sonhos
Que não se realizaram
Porque a vida
Assim o deseja
Deixa-me lembrar
Do tempo
Que espero, e desespero
Por saber
Que já não vens mais
Deixa-me lembrar
Da tristeza,
Que se passeia
Por meu coração
Só por não estares
Deixa-me lembrar
Da janela aberta de teus olhos
que hoje so olhariam
pedaços de mim
Deixa-me lembrar
Dos bons momentos
Que tivemos
Desses...
Jamais irei esquecer
Meu amor
de: fernando ramos
19.7.2005
Publicado por ramos às 09:57 PM | Comentários (0)
maio 25, 2009
63 - FALAR DE LISBOA
FALAR DE LISBOA
Falar de ti ó cidade
é sempre muito agradável
tanta coisa para dizer
da Lisboa de liberdade
Cidade de altos e baixos
sete colinas, ela tem
Jardins, praças e Museus
existem, nela também
E o parque das Nações
Junto ao rio da Cidade
é a parte nova de Lisboa
que nos enche de felicidade
Belas Ruas e avenidas, há
de Alvalade a Belém,
E temos o Oceanário
que é muito bonito também
Passeando pela cidade
alguns jardins encontramos
Um Campo Grande muito verdinho
para os lados de Entre-Campos
E a nossa Baixa antiga
há lá uma zona bem bonita
é a Praça da Figueira
onde o Castelo se avista
Lisboa é conhecida
pelos seus raios solares
mas o que a faz tão alegre
são os seus belos cantares
Os eléctricos amarelos
são transportes de Lisboa
os turistas viajam neles
que dizem ser coisa boa
Esta cidade de Marinheiros
é das mais bonitas do mundo
tem um povo muito simpático
e o rio Tejo bem ao fundo
E na Lisboa antiga
o fado é às desgarradas
o povo anda na rua
e os turistas nas noitadas
E nos Santos populares
quem vai nas marchas muito sua
é o povo que vai nelas
com as suas cantigas da rua
de: fernando ramos
18.7.2005
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maio 24, 2009
62 - HÁ PROSAS
HÁ PROSAS
Há prosas que falam de amor
Há Prosas que falam do céu
Há prosas que falam das cidades
Há prosas que falam dos rios
Há prosas que falam de crianças
Há prosas que falam das estrelas
Há prosas que falam dos animais
Há prosas que falam dos livros
Há prosas que falam da guerra
Há prosas que falam da paz
Mas para mim, boas prosas são,
as que falam de ti, mulher
Há prosas que falam de ti
Há prosas que falam de teu corpo
Há prosas que falam de teus lábios
Há prosas que falam de teus olhos
Há prosas que falam de teus cabelos
Há prosas...
Mas as melhores prosas são,
as que falam do nosso amor
de: fernando ramos
17.7.2005
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maio 20, 2009
61 - MÁ VIDA
MÁ VIDA
de: FernaMÁ VIDA
Passear em certas ruas
da minha cidade à noite
é por vezes uma aventura
Encontramos sombras,
as sombras do medo
E mulheres de má vida
vagueiam por aí
no meio da silenciosa sombra
em algumas esquinas,
a quem a sociedade
displicentemente
chama de local das "putas"
Elas que vão andando
por lá, em zonas
mais ou menos escuras
onde muito poucos
talvez enfrentando
o tal medo, aí passam
Os bares de alterne
que há em alguns locais
tem mulheres e homens
que são empregados,
ou mesmo proprietários,
que à porta vão convidando
quem passa, a penetrarem
nos seus antros mais recônditos
Lá dentro, prostitutas
de pernas sinuosas vão mostrando
seu corpo, esperando por um
cliente de última hora, que
teima em não entrar
Algumas delas, vê-se pelos seus
olhares, o medo que as cerca
pela presença, por perto de
seus chulos, que se dizem
protectores, mas mais
não fazem do que explorá-las
Não tendo algumas, qualquer
meio de abandonarem essa vida
por se encontrarem ‘agarradas’
Umas por dificuldades económicas
outras mesmo, à droga que as
vai matando pouco, a pouco
mantendo-as como preciosas
companheiras das sombras
do seu mau destino
Pobre sociedade esta
onde vivemos,
que não protege seus filhos,
e os obriga a vidas,
que muito poucos entendem
ou não querem entender
de: Fernando Ramos
17.7.2005
Publicado por ramos às 07:28 PM | Comentários (0)
maio 19, 2009
60 - AMOR NO ESQUECIMENTO
AMOR NO ESQUECIMENTO
Enviei pró esquecimento
o amor que sentia por ti
não sei se será
por pouco tempo
ou não será, tão breve assim
Quero fugir deste braseiro
que consome meu peito
e não o tenho conseguido
Já enviei o amor desfeito
para um lugar de esquecimento
Minha paixão não pode
ser de nada,
tem de ser de tudo
por isso coloquei lá
este meu pobre amor
Não posso ser
só eu amar
guardando a tua imagem
em meu ser, que sofre
pela tua indiferença
A ti pouco importa
meu desespero
e eu não posso mais
e enviei este amor
para o esquecimento
Talvez não seja
seu local exacto
mas tenho de te esquecer
Não faz mais sentido
sofrer tanto assim
de: fernando ramos
17.7.2005
Publicado por ramos às 07:17 PM | Comentários (0)
59 - POBRE POVO
POBRE POVO
Neste pobre país
a consciência moral
parece estar afastada
daqueles que têm obrigações
perante quem os elegeu
A corrupção em determinados
sectores da sociedade
vai acontecendo
Em que políticos, ou pessoas
sem vínculo político
mas ligadas a diversas actividades
de grandes responsabilidades
se passeiam por cidades
aldeias e vilas
como de heróis, se tratassem
Alguns, têm a justiça há volta deles
com processo onde são arguidos
mas a justiça mal funciona por
causa de uma máquina pesada
e mantida por outros políticos
incompetentes, e se calhar por
interesses diversos
Os julgamentos levam anos
a fazer-se, e com isso
permitindo-se tudo, ou quase tudo
Temos casos de alguns desses
políticos Autarcas, se darem ao luxo
de voltarem a concorrer
Para os mesmos lugares
Onde desviaram dinheiros públicos
para proveito próprio
Políticos sem vergonha
que voltam a enganar o povo
pedindo o seu voto
com promessas de benesses
que quase sempre
não são cumpridas
E se forem terão sempre
algum interesse pessoal
Povo ingénuo
Que se deixa enganar
por 'trinta dinheiros' e volta
a votar nestes 'figurões'
e por vezes elegendo-os
para lugares importantes
Pobre país este
para onde vais
com um povo assim!
de: fernando ramos
18.7.2005
Publicado por ramos às 10:40 AM | Comentários (0)
maio 18, 2009
58 - PENSAMENTO OCULTO
PENSAMENTO OCULTO
Tenho pensamentos
que andam
à muito ocultos
Agora estão surgindo
em minha mente
E vejo-te, como há muito
não acontecia
Tudo me parece um fardo
que carreguei tempo de mais
pela ânsia de não te sentir
ou, não te ver
Passou demasiado tempo
que tua imagem não aparecia
E sem saber de teu espírito
que por mim antes esvoaçava
Tive de te deixar ir
para um local de esquecimento
E por teres ido para o lado
oculto de meu ser
talvez a mágoa,
tambem tenha ido
Ainda por vezes, meus
pensamentos me atraiçoam
e tu apareces como hoje
Mas é bom esta tua
fugaz presença,
e eu, fico surpreendido
por ainda te amar
de: fernando ramos
15.7.2005
Publicado por ramos às 05:07 PM | Comentários (0)
maio 13, 2009
57 - A VIDA
A VIDA
No fim de tantos desafios
e também de alguns disparates
que vamos fazendo pela vida fora
Finalmente percebemos
a grande lição!
A vida só pode ter beleza
e amor, quando atingimos
o ponto em que amamos tanto
os outros como a nós próprios
Assim conseguiremos colocar
o sofrimento num velho baú
lá de casa, e continuar
nosso caminho
Com isso conseguiremos olhar
a vida, e os outros
de frente, sem grandes
medos, e velhos preconceitos
Como a indiferença
o egoísmo, e o racismo
que ainda existem
na nossa sociedade
que se diz globalizada
e que não é mais,
do que fechada em si própria
Temos sempre de ter força
e ir à luta, na certeza
que solidários uns com
os outros poderemos vencer
E com isso viver cada dia
da nossa vida com mais
liberdade, como se
do último dia tratasse
Temos de dar atenção
a todos os pormenores
que nos rodeiam,
e perceber o encanto
que tem as pequenas
coisas, que sempre julgámos
menos importantes, e que
a natureza generosamente
nos vai oferecendo
Como as pessoas, o mar
os animais, o amor
e sempre o amor
pelos outros também
de: fernando ramos
15.7.2005
Publicado por ramos às 07:39 PM | Comentários (0)
maio 10, 2009
56 - CORAÇÃO SEM AMOR
CORAÇÃO SEM AMOR
Vou domar o meu amor
De coração sereno e contido
Sem deixar que ele sofra
No teu mundo perdido
E como então, acalmá-lo
Com teu amor de pouco ardor
Se tu por ele não sentes
A mesma poesia de amor
Canto poemas para ti
Parece-me que de nada serve
Meu coração te ama de mais
E só ele, só ele é que perde
Poemas de amor eu escrevo
Para teu coração acordar
O meu não quer ficar só
E precisa do teu p'ra amar
de: fernando ramos
15.7.2005
Publicado por ramos às 10:17 PM | Comentários (0)
maio 08, 2009
55 - O MEDO
O MEDO
Andamos a ser dominados
pela violência, que traz
terror, infelicidade
e desconfiança
Ela persegue a humanidade
com a sua actuação rápida
e traiçoeira, em locais
que não se espera
Onde terroristas bastardos
tudo destroem sem dó
Parece que o medo
está a ganhar
e ter tudo para continuar
na vingança, morte e destruição
Ele segue o caminho onde
a paz é podre e impossível
Os povos não estão seguros
temos de enfrentar
este receio que nos enlouquece
persegue-nos, e mata
O medo não pode chegar
de forma alguma em primeiro
nós não podemos deixar
que ele nos vença
Temos de ser fortes
persistentes e audazes
para o enfrentar
de peito aberto
de: fernando ramos
14.7.2005
Publicado por ramos às 10:10 AM | Comentários (2)
maio 06, 2009
54 - OS ELECTRICOS DA CIDADE
OS ELECTRICOS DA CIDADE
Nos eléctricos da carris
A viagem é coisa boa
Percorrem ruas e avenidas
Desta bonita, menina Lisboa
Na carreira vinte e oito
Que dos Prazeres à Baixa, vai
Está sempre tão chainho
Mas dele, ninguém sai
Simpáticas viagens se fazem
Da Praça da Figueira a Belém
Bem juntinhos ao rio Tejo
Numa viagem de vai e vem
E nas viagens pró Castelo
Vão turistas encantados
Alguns não tem este transporte
Que cá, os deixa maravilhados
Digam lá senhores estrangeiros
Se as viagens não são bonitas
Vê-se Lisboa dos Eléctricos
Nos passeios p'ra turistas
de: fernando ramos
15.7.2005
Publicado por ramos às 09:35 PM | Comentários (0)
maio 03, 2009
53 - EU ESCREVO
EU ESCREVO
Escrevo, e não sei
se sou escritor ou poeta
mas é sobre o amor
ou de outras coisas mais
Talvez seja uma necessidade escrever
frases mais ou menos profundas
de sofrimento, ou até de brincadeiras
Escrevo das noites, dos dias, de sexo
política, até do sol e do mar
e outras vezes do vento
e até da chuva
mas escrevo, mal ou bem
Ás vezes sobre desejos, sonhos
e outros temas mais
Escrevo devagar, ou mais depressa
mas sempre com sentimento
Sei que caminhando se faz a vida
e escrever se fazem desejos
se forem profundos
é a vida no seu melhor
Então eu vou por aí
Posso escrever muito, ou pouco
e outras vezes nada
mas sempre vou escrevendo
de: fernando ramos
13.7.2005
Publicado por ramos às 07:58 PM | Comentários (0)
52 - PALAVRAS AO VENTO
PALAVRAS AO VENTO
Algumas palavras se dizem
que não partem do coração
Mas elas magoam tanto
e são ditas sem razão
Vamos, as esquecer depressa
más palavras, levas o vento
E essas não voltam mais
para o nosso contentamento
Vamos ter muito cuidado,
para não as dizermos mais
Elas são ditas sem nexo
São palavras tristes e fatais
Por elas o vento vai esperando
porque não as queríamos dizer
não foram ditas com emoção
nem por nosso belo prazer
As palavras saem tão rápido
como se fosse um sopro na pena
não deviam ser ditas assim
nem da maneira mais serena
Vamos todos lá pensar
nas palavras a dizer
para evitar dissabores
e depois, nada há a fazer
O vento é nosso amigo
por as más palavras levar
temos de lhe agradecer
por nunca as deixar ficar
de: fernando ramos
12.7.2005
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abril 29, 2009
51 - ADEUS FADISTA
ADEUS FADISTA
Desapareceu o nosso fadista
Mas ficou sua arte de cantar
Com ele foi embora a vida
Que soube tão bem amar
Adeus fadista do país
Da nossa liberdade
Agora que tu partiste
Resta apenas a saudade
O fado ficou mais pobre
Com esta tua saída
Deixaste todos nós
E não cantaste na despedida
Cantavas o poema Português
Com a guitarra a se emocionar
Chorava o pobre, e o Burguês
com tua voz de aconchegar
Cantaste nos becos, o fado
Nas vielas e na rua
Cantaste em todo lado
Até quase cantaste na lua
Mas porquê amigo fadista
Ires para outro lado cantar
Eras aqui o grande artista
Do povo que te quer escutar
Com esta tua partida
Fica a nossa saudade
Mas teu fado vai continuar
Para bem da liberdade
Adeus bom eterno fadista
De ti iremos sempre falar
Pelos anos que te ouvimos
A lágrima vamos deitar
Não penses que ao ires embora
De ti não vamos mais lembrar
Estas enganado meu amigo
Para nós vais sempre cantar
de: fernando ramos
11.7.2005
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abril 28, 2009
50 - FADISTAS E GUITARRADAS
FADISTAS E GUITARRADAS
Os cantadores e cantadeiras
do meu belo Portugal
bonitos fados cantam
Para esta terra sem igual
Tocai, guitarristas tocai
para as nossas gentes alegrar
faça-se ouvir as guitarras
e as vozes acompanhar
É sempre bom ouvir o fado
em ambiente de muita calma
Os nossos fadistas lá cantam
bonitos fados, com raça e alma
Suas gargantas se fazem ouvir
em muitas noites de calor
Ouvem-se fados à desgarrada
cantados com muito fervor
Grandes fadistas por aí andam
e muitos cantam sem pecado
Outros por aí se ouvem
em simpáticas casas de fado
E tivemos a Severa, e a Amália
temos a Marisa e o Camané
Tantos mais por ai há
que cantam de pura fé
As guitarras tocam baixinho
já dizia o saudoso poeta
E quando as guitarras tocam
Não tocam de forma discreta
Os fados vadios se ouvem
pelos becos e ruas de Lisboa
há algumas gargantas desafinadas
mas uma ou outra, é muito boa
Cantai, fadistas cantai
para o país e os artistas
porque o povo gosta muito
que tanto grita "HÁ FADISTAS"
de: fernando ramos
10.7.2005
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abril 27, 2009
49 - É NECESSÁRIO
É NECESSÁRIO
É necessário amar
sempre, sempre
e perdidamente
É necessário observar
As estrelas
em noites de luar
É necessário não usar a crueldade
olhares infinitos, lamentos
e cair no silêncio
É necessário reinventar
novas formas de vida
amar loucamente
E criar lírios no jardim
É necessário dar beijos
abraços, e olhares
de amor
É necessário a paz,
e os sussurros do vento
nas noites de inverno
É necessário passear no campo
de mãos dadas
amar os animais e a natureza
É necessário dar longos beijos
com ternura, paixão
e ter longas noites de amor
É necessário voltares
sempre para mim
e dizeres que me amas
É sempre necessário
sempre, sempre
de: fernando ramos
09.7.2005
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abril 26, 2009
48 - FUGIR DE MIM
FUGIR DE MIM
Sinto que a noite
de mim está fugindo
talvez, para que
eu não ame
quem meu ser deseja
Este amor tem sido
o companheiro na minha
imensa escuridão
e não deixa que a solidão
tome conta de mim
Amanhã pela aurora
o sol vai aparecer
na crista de uma onda
de mares procurados
E nela virá amores desavindos
que se encontram perdidos
nas noites que outrora fugiram
mas que se vão encontrando
num tempo não distante
E no sol sentirei seu calor
que fará que eu não deixe
de me entregar ao meu amor
que é a musa das noites
que agora me querem deixar
de: fernando ramos
8.7.2005
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abril 25, 2009
47 - MEU ROSTO VELHO
Desculpem meu rosto velho
Que se arrasta no tempo
Fazendo esboçar a revolta
P’la falta de compreensão
Dos invernos passados
Por todos os rostos enrugados
Desculpem meu rosto velho
E o que vai na alma, de quem
Ofereceu muito aos outros
E como retribuição recebeu
A solidão desesperante nas noites
Que teimam em não chegar ao fim
Desculpem meu rosto velho
E da falta de esperança
Num bom amanhã, que nunca teve
Porque se foi escapando entre
Dedos das mãos, a quem a vida
Não perdoa pelo tempo gasto
Desculpem meu rosto velho
E o de todos os outros
Que se encontram abandonados
À sua triste sorte
Nas solitárias rugas da vida
Que o tempo não perdoou
Desculpem meu rosto velho
Como um dia alguém terá
De desculpar o vosso rosto
E pela falta do vosso amanhã
Em que sofrerão a mesma solidão
Que só vos deixará no vosso fim
DE: FERNANDO RAMOS
7.07.2005
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abril 24, 2009
46 - CARTAS DE AMOR
CARTAS DE AMOR
Cartas de amor escritas
com tanta paixão
são cartas que chegam
ao destinatário que reside
em teu coração
Cartas de amor
são espelhos do
teu rosto vagueando
intensamente
em meus pensamentos
Cartas de amor simples
e belas são aquelas
que levam beijos,
que zelam por ti
a todo momento
Cartas de amor,
são beijos de partida
que veem de ti,
nunca beijos de chegada
que residem em mim
Cartas de amor
escritas com alma
são verdadeiras sem
cor, sem credo
e sem Raça
Cartas de amor
nunca deveriam
ser fechadas sem
primeiro serem beijadas
com muito ardor
de: fernando ramos
7.7.2005
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abril 22, 2009
45 - DUVIDAS
DUVIDAS
Um dia,
alguém irá dizer
que existe paixão
Em actos de afectos
dados com coração,
Sim
Será que alguém,
um dia dirá que não
existe magia numa relação
Duvido
Porque se o amor existe
Existe uma razão!
de: fernando ramos
06.07.2005
Publicado por ramos às 10:45 PM | Comentários (0)
44 - A MANTILHA PRETA ESPANHOLA
A MANTILHA PRETA ESPANHOLA
Gosto de te ver
mulher graciosa e esbelta
com a tua mantilha
Cobrindo o rosto de olhares
indiscretos, como dando
sinal que outro amor
te pertence
Mesmo assim gosto de te ver
ao passares por mim
Não sei compreender
por que isso acontece
será por alguma magia
que possui a tua mantilha
Sei que teu coração tem dono
e não tenho ilusões
de alguma traição possas cometer
Mas resta-me a esperança
de alguma vez já não usares
a tua mantilha preta Espanhola
para que teus lábios
eu possa olhar
E um dia quem sabe
sentir quanto doces
eles são
Gosto de te ver
quando passas por mim
fernando ramos
05.07.2005
Publicado por ramos às 04:59 PM | Comentários (0)
abril 21, 2009
43 - AMIZADE PERTURBANTE
AMIZADE PERTURBANTE
Ela mais uma vez não está
Já todos sabiam
Mas volta, volta sempre
Dizem amigos de ocasião
Que gostam dela
E do seu jeito intimista
Ela não os desilude
Quando está presente
Sua sensualidade é perturbante
De mais para seus dois amigos
Que angustiados olham
Para tanta beleza de seu corpo
Cuja as formas os faz sonhar
Os dois a amam
Mas ela é como as aves
Sem poiso que seguem
Por vezes seu caminho
Para os mares do sul
E só voltam quando o vento
Muda de direcção
E por vezes
O vento muda
E seus amigos tem esperança
Mas ela depois volta sempre
Para lá com as aves
Nunca fica
Tornando esta amizade
Cada vez mais perturbadora
fernando ramos
05.07.2005
Publicado por ramos às 03:34 PM | Comentários (0)
abril 20, 2009
42 - REVIVER O PASSADO
REVIVER O PASSADO
Recordar minha vida
É quase como voltar ao tempo
Do preto e branco
Não que ela não não tenha
Algumas cores
Mas também não a troco
Por outra, por muito
mais colorida possa ficar
E nem por mais um dia de ilusão
Só de me lembrar
De quando era menino,
E minha mãe me encostava
A seu peito, e eu baixinho
Dizia de como gostava dela
Dá uma grande saudade
Pedir para ela voltar
Impossível é, e eu sei que é
Mas se o regresso acontecer
Para minha mãe aqui vou estar
Oferecendo-lhe flores de todas
As cores, donde brotam infinitos
Odores de amor de suas pétalas
E eu, pedindo novamente
O colo que perdi
Esperando que ela
Nos meus ouvidos, sussurrando
Me dê conselhos de mãe
Que tanta falta me estão fazendo
Reviver o passado
Torna-se penoso
Porque o passado não volta
E minha mãe
Jamais aqui vai estar
Oxalá eu ande enganado
fernando ramos
04.07.2005
Publicado por ramos às 01:09 PM | Comentários (0)
abril 19, 2009
41 - SAUDADE DE INVERNO
SAUDADE DE INVERNO
O inverno chegou
A chuva miudinha bate
Na vidraça de minha janela
O vento assobia como se fosse
Por magia, anunciando
Os dias tristes
Que se aproximam
Este é sempre um sinal
De que o Inverno começou
Lembrando o passado
De anos próximos
Em que meus pais no início
Da época das chuvas e do frio
Me aconchegavam,
Junto da janela
Onde eu repetidamente
Olhava a chuva
Ouvindo o ruidoso vento
Que saudades eu tenho deles
E destes belos momentos
O bom Deus
Os chamou ainda cedo
Deixando-me só na casa
Onde todos os dias
À minha lareira
Junto da ombreira da porta
Os recordo
E, ao ouvir o vento
Como neste Inverno
Me lembro da voz de minha mãe
Gritando para não me aproximar
Da velha porta da rua
Porque o vento, e a chuva
Daquela altura do ano
Poderia trazer-me doenças
Próprias de Inverno
Pai e mãe!
Deixaram-me só
Com a preciosa recordação
Dos nossos Invernos
Mas o velho vento
E a chuva miudinha
Que sempre bate
Na nossa vidraça
Esses ficaram
Para outros Invernos
Como minhas lembranças futuras
Fernando ramos
3.7.2005
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40 - A VERDADE DE EXISTIR
A VERDADE DE EXISTIR
É verdade que não existes
Enquanto houver quem não te veja
Porque se existir quem te veja
A verdade de existires
É verdadeira
Alguém me diz que te encontrou
E aí eu acreditei
Foi o meu anjo
Portador da boa nova
Da verdade que sempre existes
Porque te escondes da verdade
Se dela não deves ter medo
Quem se esconde atrás da verdade
Não quer da verdade saber
Se é verdade que dela te escondes
Qual o motivo verdadeiro
É porque existes
Se não tiveres motivo
Deixa a verdade acontecer
de: fernando ramos
22.6.2005
Publicado por ramos às 03:56 PM | Comentários (0)
abril 18, 2009
39 - FELICIDADE
FELICIDADE
Alguém sabe o que é a felicidade?
Penso que a felicidade é amor
Bem aventurados aqueles
Que sabem o que é a felicidade
É o amor
Saber amar, é amar muito
É desejar, é ser desejado
É ter alguém que também o ame
Mas amar não é possuir
Ou ser possuído
Isso é sentir desejo
Profundo de querer
Amar é estar com quem se quer
Amar é saber que o outro
Sabe de nós, e que nos ama
Quando precisamos de ser amados
Amar é sentir a felicidade
E a felicidade é o amor
de: fernando ramos
02.7.2005
Publicado por ramos às 05:22 PM | Comentários (0)
38 - A COLINA
A COLINA
Ao subir a longa colina
No meio, fui descansar
Estava tão exausto
Que por ali tive de ficar
Passado algum tempo
Ganhei forças para andar
Subi mais um pouco
Mas acabei por parar
Estava eu, a voltar andar
Quando para cima olhei
E ao ver o cimo da colina
Tão preocupado fiquei
Não é que a minha amiga colina
Muito cumprida, ela é
Ainda vou perder algumas horas
Para ao cimo, chegar a pé
E vou por ali acima de abalada
Que de forças já estou capaz
Ao estar próximo da chegada
Vi lá um grande cartaz
O tal cartaz dizia assim:
Vieste tu por aí fora
E como prémio te digo
Adeus, ó vai-te embora
Pensava que ir ao topo da colina
Era preciso persistência e arte
Afinal, não passou de tolice
Para não dizer um disparate
de: fernando ramos
2.7.2005
Publicado por ramos às 03:09 PM | Comentários (0)
abril 17, 2009
37 - MINHA CORAGEM
MINHA CORAGEM
Tenha eu coragem
De viver um dia de cada vez
Na doce loucura
De te amar
Deus faça com que eu nunca
Te esqueça, apesar da saudade
Me fazer perder a razão
Nas noites vazias
E que me deixe amar
Sem odiar tuas ofensas
Tenha eu sempre vontade
De procurar minha alma em ti
E que a solidão
Nunca me sirva
De má companhia
Para momentos de pecado
Meu Deus, tenha
Eu coragem para viver
Sem esta dor
E que este amor
Nunca fuja de ti
de: fernando ramos
01.7.2005
Publicado por ramos às 08:37 PM | Comentários (1)
abril 16, 2009
36 - EU TE PROCUREI
EU TE PROCUREI
No mundo perdido andei
E por vários mares naveguei
Procurei-te por todo lado
E às estrelas por ti perguntei
De lá elas disseram
Que ao mundo tu vieste
Porque tinhas de me amar
E eu, passei longo tempo
Sem alguma vez te encontrar
Minha vida não tem mais sentido
Por todo lado andei
E até nas montanhas do norte
eu te procurei
Onde andas meu amor?
De: fernando ramos
01.7.2005
Publicado por ramos às 03:46 PM | Comentários (0)
abril 15, 2009
35 - TENHO PRESSA
TENHO PRESSA
Tenho pressa de partir
Para lugares bem longínquos
Por lá quero ficar
E nova vida encontrar
Tenho pressa de partir
E desta solidão fugir
Encontrar novos caminhos
E a meu Deus poder servir
Tenho pressa de partir
Do destino que me persegue
Não ter como companheira
A tristeza que me segue
Tenho pressa de partir,
Ó vento levai-me para norte
Para as terras do meu amor
Onde mora minha sorte
Tenho pressa de partir
Para num novo mundo viver
Lá começar tudo de novo
Mudar de vida, tem de ser
de: fernando ramos
01.07.2005
Publicado por ramos às 04:30 PM | Comentários (0)
abril 14, 2009
34 - BORBOLETA DE MIL CORES
BORBOLETA DE MIL CORES
Borboleta que não paras de voar
Pela roseira do meu jardim
Vais de ramo em ramo
Procurando um bonito lugar ali
Voa, voa, linda borboleta
enche-me a alma de alegria
O teu voar é tão bonito
Quanto minha alma queria
Minhas rosas ficam lindas
Quando a elas chegares
Teu pousar tem mais graça
depois do lugar encontrares
borboleta de mil cores
Que caminho procurais
Não gostas do meu roseiral
Ou são picos demais
Linda borboleta de tantas cores
Já vais cansada de voares
Minhas rosas ficam tristes
Se à minha roseira não voltares
Ó borboleta minha
Mais de mil cores tinhas tu
Voavas pelas as minhas rosas
Como em mais jardim algum
Deus levou-te para outros voos
E a linda roseira deixas-te,
Tristes todos nós ficamos
Porque para outro jardim voaste
de: fernando ramos
30.6.2005
Publicado por ramos às 04:24 PM | Comentários (0)
abril 13, 2009
33 - EXTREMISMO NÃO
EXTREMISMO NÃO
O mal do ser humano
É o seu extremismo absurdo
Que em algumas situações
Leva à loucura total
Alguns são fanáticos
Outros radicais loucos
Que só espalham o mal
Por países cada vez
Mais miseráveis
À gente que mata por
Ideologias estúpidas e sem nexo
Quem sofre é sempre o mesmo
Os mais desfavorecidos
Deste mundo incompreendido
Deus no seu imenso coração
Nos perdoe a todos
E nos conceda outro mundo melhor
Porque este, está farto
Dos extremistas loucos
Em que o valor humano
Não conta, a não ser
Para estatísticas
Que de nada servem
Para bem dos mais infelizes
E de muitos outros
Que mais se pode fazer
Para evitar as loucuras
De alguns fanáticos
Que só se preocupam
Em espalhar o terror
Destruição e morte
Extremismo não
Grita-se por esse mundo fora
Onde o povo está a sofrer
De uma guerra atroz
Que não termina
Por interesses económicos
De gente sem coração
de: fernando ramos
30.06.2005
Publicado por ramos às 04:39 PM | Comentários (0)
abril 11, 2009
32 - A ALMA NAS ESTRELAS
A ALMA NAS ESTRELAS
Se minha alma
Ás estrelas chegar
É porque viaja num tempo
Que não termina
E vai na procura
Da verdade jamais vivida
E se, outras almas
De várias cores
A minha encontrar
Fico sabendo que a alma
Não tem raça
Mas sim vida divina
de: fernando ramos
29.6.2005
Publicado por ramos às 04:39 PM | Comentários (0)
abril 10, 2009
31 - OS POLÍTICOS
POLÍTICOS
Ser político é preciso ter arte
E não o é, quem quer
Muitas promessas se fazem
Depois é o que Deus quiser
Os políticos falam, falam
O que o povo quer ouvir
Depois é que são elas
Com promessas por cumprir
As ofertas são tantas
Que não dá para perceber
Elas não se cumprem
Vá lá o povinho entender
Nas campanhas eleitorais
Não dês vivas de vitórias
Porque se tu não ganhas
És um contador de histórias
Toma atenção ao que dizes
Porque pode ser perigoso
É que se não cumprires
Não passa de mentiroso
Meu político amigo
Não prometas, se não podes dar
As pessoas não te perdoam
E tua honra vão manchar
Se honesto e nada prometeis
E tem cuidado com o que dizes
Porque isto da política
Não é para aprendizes
de: fernando ramos
29.6.2005
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abril 09, 2009
30 - ESTRELA
ESTRELA
Teu sorriso vejo
na bela estrela
cintilante
E olhando para ela
teus lábios sinto
E boas recordações
me levam a longos
beijos trocados
entre suspiros
apaixonados
E, em teu corpo esculpido
prazeres mil senti
em noites de ternura intensa
E nele prisioneiro fiquei
E na estrela
teu sorriso eu vejo
e nesse brilho
teus lábios beijo
de: fernando ramos
28.6.2005
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abril 08, 2009
29 - PEQUENOS NADAS
PEQUENOS NADAS
De pequenos nadas crescem
Ideias bem luminosas
De pequenos nadas nascem
Algumas descobertas perigosas
De outros nadas também
Alguns amores aparecem
E por outros pequenos nada
Alguns também desaparecem
De pequenos nadas tive
Paixões de rir e chorar
Com esses mesmos nadas
Outras mulheres fui encontrar
E venham mais alguns nadas
Para na nossa vida se encantar
Porque tantos nadas juntos
Um dia nos fazem casar
E aqui vão mais uns nadas
Para a festa continuar
É que vão por aí uns senhores
Que a nossa vida andam a estragar
Prometem tudo ao pobre povo
Até o poder alcançar
Depois de lá se instalarem
Pouco ou nada vão dar
E o povo protesta na rua
Por pequenos nadas que lhes dão
A vida está tão dura
Que já não se ganha para o pão
Aos Bombeiros, policias e a outros,
Pequenos nadas também lhes dão
Tem todos de reconhecer
Os bons profissionais que são
Vamos lá então virar isto
Com ajuda dos pequenos nadas
Porque esta vida é difícil
E o futuro não é de fadas
Com os nadas de agora
Estas brincadeiras escrevi
E vai ser dos mesmos nadas
Que vou ficando por aqui
de: fernando ramos
28.6.2005
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abril 03, 2009
28 - LÁ NAS TERRAS DO SUDÃO
LÁ NAS TERRAS DO SUDÃO
No Sudão, a guerra e a morte
Andam de mãos dadas
O mundo assiste
Como se nada fosse
À miséria permissível
E mantida por interesses
Dos senhores das armas
Que querem fazer
Dos refugiados
Criminosos de guerra
Mas onde não passam
De vítimas do terror
Lá, morre mais gente
Diariamente, que por metro
Quadrado de cereais ali plantados
Mulheres, crianças e velhos
São sequestrados
Têm as mãos cheias de nada
E a morte como companheira
Que prematuramente por ali anda
Naquela terra a vida nada vale
E nós de mansinho a tudo
Assistimos como se nada fosse
Como se tudo, se passasse
Em casa do vizinho
Cuja porta da desgraça
Humana se mantém fechada
Evitando assim
Olhares indiscretos
Países ricos e poderosos
Negoceiam a venda de armas
Aos senhores da guerra do Sudão
Que fabricam a miséria e a morte
A um povo que só pede paz, pão
E um metro de chão
Para enterrar seus mortos
Que não conseguiram
Sobreviver a este terror
Colectivo
Pobre mundo, para onde caminhas?
de: fernando ramos
27.06.2005
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abril 01, 2009
27 - AMIGOS DE INFÂNCIA
AMIGOS DE INFÂNCIA
Alguns anos se passaram
E os meninos da minha infância
Se foram perdendo no tempo
Porquê?
Pergunta estranha...
Cumplicidades, tínhamos
Porque alguns de nós não
Conseguiam ser miúdos
Crescendo demasiado cedo
Sofríamos algumas misérias da vida
A solidariedade não se afirma
Pratica-se constantemente
E isso pouco acontecia
Sei de alguns, que não os encontro
Talvez devido
A contingências diversas,
Que facilmente adivinharei
Meninos pobres,
Éramos quase todos
Mas vivíamos felizes naquelas ruas
E esquinas, que eram como companheiras
Da inocência da nossa infância
Amigos dessa época
Se perderam nos anos
Onde estão eles?
Saudades eu tenho
Dessas amizades
Mais, daqueles meninos
Que nunca o foram
Que, como eu em criança
Sofrerem dos nadas
Que a vida ofereceu
Amigos de infância,
Pobres de nós
Nunca nos deixaram
Ser meninos!
fernando ramos
26.6.2005
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março 31, 2009
26 - TANTA COISA PARA ESCREVER
TANTA COISA PARA ESCREVER
Tenho pressa de escrever
Muito tempo já perdi
Vou brincar com as palavras
Lembrando o que vai por aí
Posso escrever da natureza
E de alguma coisa minha
Até posso escrever, ainda
Da minha bela vizinha
Então escrevo desta
E das suas belas curvas
Bem formosinha ela é
Que me deixa as vistas turvas
De outras coisas escrevo mais
Como de olhares ocultos
Mas agora de manhã eu escrevo
Dos nossos transportes públicos
Então, falemos deles,
Um taxi que vai a passar
Leva alguém por gentileza
Com muita pressa de chegar
No Metro de Lisboa
Apertados, todos vão
Aquilo até assusta
É uma grande confusão
Ou escrevo sobre passarinhos
Que na minha janela estão
Algum tempo esperam eles
Que lhes dê algum pão
Da falta de trabalho
Também se pode escrever
São tantos no desemprego
Que muito têm a temer
Ou da fome que por aí vai
Em locais pouco afamados,
E muitos não querem falar
Nos países desgraçados
Outras coisas poderei escrever
Como da guerra e da paz
A escolha pouco interessa
Uma ou outra tanto faz
E porque não de refugiados
que pela pobre África, vão
Já viram a miséria
Lá para as terras do Sudão
Destas vidas que se perdem
Vou então delas escrever
Teremos de ser mais solidários
Para esta gente melhor viver
Ó ricos, de cofre cheio bem fundo
Os refugiados estão primeiro
É um povo muito carente
Que precisa desse dinheiro
Vê tu mundo para onde vais
É que assim estás acabar
Tantos problemas se passam
Que não parecem terminar
Como estão a perceber
Há tanta coisa para dizer
deixem de ser preguiçosos
Vamos lá todos escrever
de fernando ramos
26.06.2005
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março 30, 2009
25 - AS CARAVELAS ESTÃO A REGRESSAR
AS CARAVELAS ESTÃO A REGRESSAR
Avisto três Caravelas
Que ao Tejo vão aportar
Trazem pedras preciosas
E saudades para deixar
Desejos intensos nelas virão
Que os heróis trazem do mar
Seus amores por eles esperam
É só as Caravelas, encostar
Os nossos marinheiros
Bem aventurados sejam
Por feitos que Portugal merece
Em mares que um dia navegaram
E só a eles a pátria agradece
As Caravelas quinhentistas
Célebres, elas eram em tudo
Pelos tesouros que traziam
Das suas voltas ao mundo
Em oceanos de águas profundas
Grandes tempestades passaram
Por mares muito agitados
Nossas Caravelas navegaram
Já perto vejo as Caravelas
Elas estão mesmo a regressar
E ao leme os nosso marinheiros
Com muita pressa de chegar
As noivas, seus homens esperam
Que ao altar as vão levar
Porque eles lhes prometeram
Que no regresso iriam casar
Muito mais noivas esperam
Por seus marinheiros heróis
Outras vão continuar a esperar
Só três Caravelas vão atracar
Das seis que se fizeram ao mar
Estas noivas sedutoras
Outros heróis irão amar
Um dia, por outras Caravelas
As donzelas irão aguardar
fernando ramos
25.06.2005
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março 29, 2009
24 - A PRAIA
A PRAIA
Hoje fui à praia
E fui só
Aquela praia que dizias
Ser só nossa, lembras-te?
Agora é só minha
Tu partiste e me deixaste
Dizes que tua alma e coração
Já é pertença de outro
Percebo isso, mas não esqueço
Que foi nessa praia
Por entre murmúrios
Que nos amámos perdidamente
Pela primeira vez à beira mar
Num verão escaldante
Tudo agora são recordações
Mas não deixo de pensar
Nas loucuras que passámos
Bem juntinhos nesse areal
E com estas lembranças
Irei viver sempre
Por isso hoje voltei à praia
e estava tão só
fernando ramos
24.06.2005
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23 - TENHO UM ANJO
TENHO UM ANJO
Eu, tenho um Anjo superior
Que é muito meu amigo
É ele que me protege
Enquanto sonho contigo
Sonhos bons terei sempre
Desde que o Anjo esteja comigo
Com ele, bem posso contar
Mesmo que vá perdido
É o Anjo da minha luz
Que faz minha alma brilhar
Leva-me por bons caminhos
Apesar de não ter nada para dar
Ó Anjo nunca me abandones
Até meu final chegar
Quando para o céu partir
Ao teu lado quero estar
E no Paraíso, ao entrar
Quero ter-te conselheiro amigo
Que Deus, sempre me proteja
E que tu estejas comigo
de: fernando ramos
24.6.2005
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março 28, 2009
22 - MINHA VARANDA DA CAPARICA
MINHA VARANDA DA CAPARICA
Da varanda de minha casa
Alcanço a falésia da Caparica
Da varanda até lá
Outras casas não se fabrica
Naquele espaço de terreno
Há diverso gado a pastar
É coisa rara perto de Lisboa
Que é um regalo para o olhar
Na varanda à noitinha
De lá também vejo o mar
Apanho a brisa marítima
Em belas noites de luar
Na Costa de Caparica,
Na varanda quero estar
Apreciando a falésia e o mar
Que mais, Deus me pode dar
E lá estar, eu já sei
Que a tranquilidade é ouro
E muito próximo da cidade
Aquela paz é um tesouro
Mas que bela varanda tenho
Para os lados da Costa
Falésia, mar e sol
Deste lugar, quem não gosta
Nesta bonita terra
Há pessoas boas e más
Os bons são muito mais
Que nos ofertam bela paz
Digam lá se não gostavam
de ter um horizonte assim
Deus deu-me esta varanda
Todinha só para mim
de: fernando ramos
24.06.2005
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21 - FAZ FAVOR
FAZ FAVOR
Dizer faz favor
É uma regra de boa educação
Se todos fossem educados
Seria uma boa razão
A Cidade do faz favor
Deve ser uma coisa boa
E esta deveria de ser
A nossa linda Lisboa
Vamos lá todos dizer
Agora e sempre em rigor
Nesta terra de educados
Se deve dizer, faz favor
E os amigos dizem assim:
Faz favor para aqui
Faz favor para ali
E faz favor também para ti
E a família também diz
Faz favor à mãe
Faz favor à filha
Faz favor ao pai também
de: fernando ramos
23.6.2005
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março 27, 2009
20 - AMO
AMO
Amo as nossas noites de amor
Amo teu corpo entrelaçado em mim
Amo teus olhos verdes
Amo teu cabelo ao vento
Amo ver os morangos nos teus lábios
Amo teu corpo nu e sensual
Amo morder teus lábios
Amo quando te vejo na primavera
Amo quando me olhas apaixonadamente
Amo beijar-te com intensidade
Amo sentir que estás comigo
Amo ...
Amo ...
Amo ...
fernando ramos
23.6.2005
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março 26, 2009
19 - MEU CAMINHO
MEU CAMINHO
Sei que existo,
E vou por aí caminhando
Olhando a natureza de Deus
Sei que um dia vou morrer
E meu espirito vai continuar
Procurando a perfeição
Outras vidas haverá?
Não sei,
A dúvida me persegue
Na esperança de um dia voltar
Para outras certezas saber
de: fernando ramos
22.06.2005
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março 25, 2009
18 - MINHA LISBOA ENCANTADA
MINHA LISBOA ENCANTADA
Mais de mil artistas pintaram
Minha Lisboa de encantar
Poetas, tanto dela registaram
Em poesia de dor, e amar
Desta nobre e linda cidade
Muito já se escreveu
Sente amor e saudade
Quem no seu meio viveu
Linda terra de marinheiros
Que partiram aos descobrimentos
Levando a cidade e seus cheiros
Nos convés de sentimentos
Caravelas ao Tejo chegavam
Da viagem muita custosa
Traziam heróis que amavam
Sua Lisboa maravilhosa
De Alfama à Mouraria
A cidade famosa ficou
Vai ao Bairro Alto com Alegria
O turista que p’la Madragoa passou
Avenidas, ruas, e vielas
Largos, e pátios se construíram
Mais chafarizes, lagos e jardins
Na minha Lisboa floriram
Ainda mais, que por magia
Deus, deu-nos um sol brilhante
Nesta Lisboa lindíssima
Temos artistas e um Infante
Digam lá se não gostavam
De viver nesta terra boa
Nós amamos nossa cidade
A encantada querida Lisboa
de fernando ramos
22.06.2005
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17 - VOLTA MEU AMOR
VOLTA MEU AMOR
Ao acordar, junto de mim
Não estavas
Como tantas vezes acontecia
Tua presença em êxtase me deixava
De tal modo que noites
De insónias passei
Olhando teu rosto que me
perturbava
Foste embora, eu sei
Mas a saudade, a saudade
Está castigando
Esta minha louca paixão
Porque me abandonaste?
Por esse desamor meu coração
Diz que não vai suportar
Amor volta depressa
Tua falta me causa angústia
E traz lembranças de teu corpo
Enlaçado no meu
Onde agora já não me deixa
Dar aquela volta louca
Como se um tango dançássemos
A falta de tua presença
Me deixa sofrido
E esta solidão me consome
Sendo o fim de um belo poema
De amor que se encontra
Gravado no meu intimo
Volta meu amor, volta
Para meus braços
Perdoa-me porque
Não consigo perceber
O motivo porque te foste
E me deixaste de amar
Outro amor encontraste
Dizes que a outro pertences
E perdi-te para sempre
Ai se esta dor matasse
Meu corpo já teria caído
E depressa meu sofrimento
Terminado
Volta meu amor, volta,
Para as nossas auroras
Radiosas que tanta falta
Me fazem
Nem quero acreditar
Que te foste embora
Como numa simples
Carta escreveste
Volta por favor para
As nossas noites infinitas
Onde nossos corpos ardendo
De paixão se entregavam
Como ondas se encontrando
Em mares longínquos
fernando ramos
21.06.2005
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março 24, 2009
16 - PROCURAR
PROCURAR
Não me procures
Junto à fonte do desejo
Não ando por aí
Procura-me no cimo
Da montanha
Onde subindo duros caminhos
Fui em busca de desejos teus
Não me encontras,
Se não tiveres
Desejos de mim
Mas se voltares amar
Meu coração ainda
Espera um sinal de ti
Mesmo que voltes sempre
Sem me amares
É escusado
Não me vais encontrar
Só me encontras
Se tiveres desejos
de mim.
de: fernando ramos
20.06.2005
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março 22, 2009
15 - O MEU BAIRRO
O MEU BAIRRO
Ao passar nas ruas de meu bairro
Gratas recordações
Por mim vagueiam
Minha infância é ali revivida
Nos amores de outrora nascidos
Poucas alterações meu bairro sofreu
Mas os amores
Esses estão ficando Desvanecidos
No tempo
Pelas esquinas
Das ruas que então ficaram
Meu espírito inquieto se revolta
Pela falta dos amores infinitos
Na minha rua, pedaços de mim
Tem tantas histórias para contar
Algumas eram meus festins
hoje, ao relembrá-las me fazem corar
pela desfaçatez
Que era, ser um rapaz atrevido
São factos que ainda banham
meus olhos com um brilhozinho
bem gostoso
Tempos, e que tempos
Que agora se vão sumindo
Porque passou tão depressa
Mas desses tempos
Hoje ainda me sinto vaidoso
Precisamente por ser filho
daquele meu bairro
Bonito, tranquilo, onde as pessoas
se cumprimentavam
com um olá, apenas
Ou um aperto de mão
Que acompanhava sempre um sorriso
honesto, sincero de felicidade
Só por ser aquele
O nosso bairro
Hoje nada existe
Se não uma leve emoção errante
E uma lágrima de saudade
Que teimava sair
Finalmente vê seu caminho Aberto...
E cai
Como se fosse uma gota de chuva
Que no passado
Procuravam as vidraças de minha casa
Que ainda resiste no bairro
Apenas a casa resiste
Fernando Ramos
20.06.2005
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março 21, 2009
14 - RETORNO
RETORNO
Se houver um caminho de retorno
Eu voltarei para ti
Quando isso acontecerá
não sei
Nem que tenha de caminhar
por labirintos desconhecidos
Virei com o mesmo ardor de antes
Por isso espera por mim
meu amor
fernando ramos
19.6.2005
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924 - PERDOA CORAÇÃO
PERDOA CORAÇÃO
Não me traias coração
Não me deixes nesta agonia
A vida, já me deu a lição
Estou sofrendo noite e dia
Na minha capa da verdade
Tive a mentira sagaz
Foi progredindo à vontade
Na correria de leva e traz
Cometi sem parar
A confusão para reinar
Meu coração não foi aguentar
Esta astúcia de pecar
Agora no tempo que passa
A velhacada já não progride
Aconteceu-me a desgraça
Vivo na culpa que me agride
Foi uma mentira maior
Esta triste traição
Sou infeliz nesta hora menor
Perdoa coração
de: Fernando Ramos
21.3.2009
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março 20, 2009
13 - EU E OS LIVROS
EU E OS LIVROS
Talvez não serei de tanta cultura
E isso nunca me importou
Mas gosto de escrever
Por isso há escrita me dou
Se calhar até tinha piada
Escrever um triste fado
E assim faço o que gosto
A mais não sou obrigado
Vejam lá os meus poemas
E meus livros também
Se não gostarem, deitem fora
Para mim, também está bem
Já escrevi alguns livros
Este não será o terceiro
Vamos ver o que sai daqui
Se não for bom, não é primeiro
Isto para ser escritor
Não é preciso ter massa
Escrevam lá vocês
E digam se não tem graça
Se calhar estarei enganado
Mas já estou como o outro
Vou escrevendo umas letras
Deixem lá, não façam pouco
de: fernando ramos
20.06.2005
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março 10, 2009
923 - FOGE CORAÇÃO
FOGE CORAÇÃO
Ele precisa de te amar
E de dizer que te quer
Ele precisa de te beijar
Tua boca, mulher
Ele, é o meu coração
Que por ti atrevidamente palpita
Vive bebendo ilusão
Amando-te de ternura aflita
Como são bons meus sonhos
Em minhas noites de calor
Mas os lábios ficam tristonhos
P'la falta de teus beijos de amor
Meu coração precisa de sentir
A tua ardente chama, por ele
Precisa tanto, e não vai conseguir
É que foges, da vida dele
Porque foge teu coração
Do meu, que é vida e um canto
Dum poema sofrido de emoção
Nem imaginas, nem sabes quanto
de Fernando Ramos
10.3.2009
Publicado por ramos às 02:49 PM | Comentários (0)
março 08, 2009
922 - LÁGRIMAS INOCENTES DE AMOR
LÁGRIMAS INOCENTES DE AMOR
Na casa velha, nosso berço eleito
Junto à fogueira que se ateia
Choro lágrimas, escorrendo no peito
Mergulhando na dor que se incendeia
P’la tua ausência, que é minha pena
Que a vou cumprindo em aflição
Aguardo a mágoa que não é pequena
Por uma imagem tua, em meu coração
Tu que és a arvore do meu jardim
Onde as aves do céu em ti descansam
Gorjeiam-te meus sonhos em toque de clarim
Vindo das estrelas, que brilhos lançam
E a minha alma por ti chorou
Lágrimas inocentes de amor
E a água da chuva as levou
Para a esperança, não suportar a dor
Depois sorrindo, eu sei para quem
Guardando bem este meu segredo
Com ele irei ao fim, e mais além
P'ra minha ilusão perder o medo
E no meu sofrido sentimento
Rasgo páginas inteiras de desilusões
Que foram escritas, num pedaço momento
Em que me prometias tantas paixões
E na velha casa sofro por ti
Na esperança que para mim, tu entres
Mas não vens, apesar de dizeres que sim
E afinal, ao meu amor tu mentes
Sou um Harlequim, triste palhaço
Que não comquista minha colombina
Tenho o coração partido, e era de aço
Sou um Pierrõ sem a linda bailarina
de: Fernando Ramos
14.1.2009
Publicado por ramos às 04:46 PM | Comentários (0)
março 07, 2009
921 - Olá Filha!
Olá filha!
Está bem?
Como sabes a nossa preocupação
Contigo é constante
Eu, e a tua mãe vivemos para ti
Sempre para ti!
Sonhamos contigo
Sorrimos de ouvir o teu nome
Estás sempre em nosso pensamento
Mesmo que pouco te lembres de nós
Somos assim, e nada à, a fazer
Falamos de ti de prazer
E com tanto amor
Temos a saudade de ti como companheira
Que por vezes até doe
E tu afinal não estás assim tão longe
Do nosso lar, da tua casa
Quantas vezes hoje te lembras-te de nós?
Quantas vezes hoje sorris-te só de lembrares
Que existimos?
Quantas vezes hoje olhas-te o céu
A agradeces-te por nos teres como teus pais?
E seres tão amada por nós
Quantas vezes hoje teus olhos brilharam por nós?
Nós sabemos que muitas!
Sabemos que a tua vida não é fácil
Tens as tuas preocupações, e os teus problemas
Mas pensa que eles são os nossos
Tristes percalços da vida
Lembra-te sempre que não estás só
Como nunca estives-te
Este pedaço de escrita é só para te dizer
Que te amamos
E que estamos cá no nosso canto
Ansiando para que estejas bem
E fica sabendo que onde estivermos,
Tu está lá connosco
Um beijo nosso para ti
Fica sempre bem
Dos pais que te amam
De. Manuela Ramos
Fernando Ramos
7.3.2009
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fevereiro 20, 2009
12 - VENTO DO NORTE
VENTO DO NORTE
Se tivesse escutado o vento do norte
Agora meu amor estaria comigo
Trocando olhares maliciosos
Que me enlouqueciam
E desfeito de prazer ficava em seu regaço
Ela partiu para as montanhas do gelo
E eu fiquei triste nesta solidão imensa
Por não o ter escutado o vento
Hoje não tenho seu sorriso resplandecente
Que via pelas manhãs de outrora
Meu amor foi embora
E sua magia me persegue
Em pensamentos constantes
Que me fustigam
Na lembrança de longos beijos ardentes
Ai se eu o tivesse escutado
Talvez agora ainda seríamos
Amantes entrelaçados em nossos
Corpos enlouquecidos
Que apaixonadamente
Se perdiam no tempo
Ai se eu tivesse escutado
O vento do norte
(fernando ramos
15.06.2005)
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fevereiro 10, 2009
920 - RUAS DA CIDADE
RUAS DA CIDADE
Pelas ruas da cidade ao anoitecer
A escuridão é a dor da melancolia
Trás o orvalho, mais a neblina fria
Que flutuavam no rio na maresia
E nessas escuras noites da cidade
Quem dorme não se perturba
Deitados nos sonhos que a paz saúda
Para bem das ruas e da liberdade
E as sombras que pelas ruas vagueiam
A solidão vive nelas como uma nota só
O Mendigo curvado dela não tem dó
Porque suas amizades também escasseiam
E no final da noite já na aurora
Mais gente aparece na rua
Percorrem calçadas na pressa sua
Onde o mendigo sereno aguarda a hora
O dia corre, corre velozmente
E o burburinho sobe de tom
O mendigo pede um pão bom
Aconchegando o estômago
Saborosamente
E a tarde chega nas cores cativantes
O regresso para tantos se aproxima
Trocam olhares, mas não são relevantes
Porque um sorriso se perde
E não se estima
E o entardecer surge vagarosamente
Aproximando-se outra noite de solidão
Que para o mendigo
Vai durar supostamente
Até passar a triste escuridão
De: Fernando Ramos
10.2.2009
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11 - FRASES DITAS SEM PENSAR
FRASES DITAS SEM PENSAR
Frases, são como cristais finos
Que deslizam na tua pele
Algumas são cruéis, outras fatais
Que nela sabem a fel
Frases ditas sem pensar
São como uma pomba perdida
Frases que correm em teus lábios
São beijos dados de partida
Frases feitas com o coração
Essas sim, me fazem amar
Frases belas com paixão
São as que levam a perdoar
Outras frases poderás dizer
No teu peito não terão amargura
Porque lá poderás esconder
Meu Sentimento de muita ternura
Frases ditas para quê
Quando estás junto de mim
Mais frases não digas meu amor
Porque já sofro tanto assim
fernando ramos
17.06.2005
Publicado por ramos às 07:59 PM | Comentários (0)
fevereiro 07, 2009
10 - AMOR PERDIDO
AMOR PERDIDO
Fosse eu, o teu amor perdido
Em meu lugar te falaria
Mas por me teres esquecido
Não poderei pensar em ti
E perdidamente me apetece
Tentar dar-te o grito de revolta
E de espanto sentido
Seja eu esse poeta cantor
Que te faça amar loucamente
E cantaria ao mundo meus poemas
Que para ti escrevi loucamente
Nas longas noites de solidão
Assim, a minha paixão terá de viver
Num mundo de sonhos desfeitos
E os poemas soltos e sensuais
Ficarão na minha gaveta esquecidos
Na esperança de um dia a velha pena
Os voltar a rescrever
Olhando o brilho de teus olhos
Vejo meus sonhos poéticos
Que os guardo naquelas tardes
De marés calmas, numa praia
De finíssima espuma verde e azul
E lá repousarei minhas fantasias
Que correm por cima de castelos
Feitos de barras de ouro maciço
Talvez serei um pescador de sonhos
Perdidos no mar, que em ofertas
Minha poesia cantarei
P’ra teu corpo e alma sentirem
O amor que se perde
No tempo, e na intimidade
De dois seres de paixão intensa
E com isso prendendo-te
P’ra sempre em meus braços
Que te apertam desesperadamente
fernando ramos
18.06.05
Publicado por ramos às 04:19 PM | Comentários (0)
janeiro 25, 2009
9 - UM PAÍS DE DEUS
UM PAÍS DE DEUS
Nós somos um país de Deus
Onde muito de bom aconteceu
Tivemos a Revolução que venceu
Num Portugal que tanto padeceu
O povo vagueava protestando
Senhores diziam, ser o lado errado
Até que num bom ano, Abril apareceu
E logo, logo tudo foi mudado
Este é um bonito país de Abril
Por cá não foi só a rosa que floresceu
As gentes são felizes por anos mil
Na liberdade que o povo mereceu
Soltaram-se os presos do contra
E muitos ficaram contentes
Os festejos davam belas montras
E as orquestras estavam presentes
O povo sonhava na lua
E eram muitos, muitos mil
Cantavam trovas na rua
Em poemas só de Abril
Neste país do herói marinheiro
Que já fez parte dos coitados
Homens e Mulheres em cativeiro
À muito nele viviam angustiados
O Zé veio para a estrada
Com cantigas de glória
Foi a época doce e doirada
E lá se mudou a triste história
Entrámos na Europa da frente
O povo foi cantando feliz
O tempo, esse foi passando
E quase tudo ficou por um triz
Todos vivíamos sorrindo contentes
E entramos na CEE do progresso
Alguns actos foram imprudentes
Houve medo, e receio do retrocesso
Mas meu povo não temeis
Dizem políticos pelo seguro
Nós estamos na Europa
E lá, é que mora o futuro
É preciso continuar a lutar
Porque é difícil a vitória
Teremos sempre de lembrar
Que Portugal é de luta e história
Só temos de ter paciência
Não fazendo tudo às pressas
Os países evoluem sua consciência
Com gentes de poucas promessas
Temos sempre de acreditar
Que Portugal vai crescer
E os governos têm de apostar
Nos Portugueses para vencer
Portugal lá entrou no futuro
Porque é um país de feitos
Devemos dar, um confiar seguro
Aos nos nossos políticos eleitos
fernando ramos
16.06.2005
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janeiro 22, 2009
8 - A ARCA DA MINHA AVÓ
8 - A ARCA DA MINHA AVÓ
Na arca da minha avó
recordações velhas lá andarão
Talvez tristezas da vida
Coisas boas não sei se serão
Quando eu abrir a arca
Tudo sairá cá para fora
É que a arca já não se abre
Desde os tempos de outrora
A arca é muito bonita
Mas está suja de pó
Lá tem tanta magia
Já dizia a minha avó
A arca não é muito grande
E até, tem um senão
Tem de se ter muito cuidado
Quando eu abrir, com a mão
Já minha avó me dizia,
Para abrir a arca bem cedo
É que se levo muito tempo
um dia iria ter medo
Então lá abri a arca
Coisa de pasmar encontrei
Eram flores de papel de marca
Quantas lá estavam não sei
Olha lá, ó minha querida avó
Tanta curiosidade me causaste
Que faço das flores cheias de pó
Porque da arca não me desfaço
fernando ramos
16.06.2005
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janeiro 18, 2009
7 - OUTONOS
OUTONOS
Já tudo dissemos na rua do tempo
E aqui continuamos nós lado a lado
Em todas as estações do ano
Até nas frias manhãs de Outono
Onde nossos lábios cansados
Ainda trocam beijos roubados
Como, se fossemos adolescentes
Então meu amor, apesar dos anos
Que por nós vão passando
Ainda nos admiramos das palavras
Já há muito gastas
Aquelas onde suavemente dizemos
Que ainda nos amamos
E ao olharmos o céu azul
Aos fins de tarde
Trocamos sorrisos coniventes
Murmurando que estamos juntos
Como no princípio dos tempos
Então passados
Tempos, que nos foram fortalecendo
Para outros Outonos da nossa vida
Que ainda chegarão
Juntos, caminharemos continuamente
Vergados pelo cansaço
E também p’la felicidade
De outros amanhãs
Onde nos amaremos perdidamente
Dentro de lençóis que guardam
Nossos segredos nus de pudor
E trocaremos sílabas de promessas
De outros Outonos vindouros
Que nos vão deixar para sempre
Ligados até ao nosso final
Ao final, que nós não queremos
Mas onde a vida de mansinho
Irá deixar acontecer
fernando ramos
15.06.2005
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janeiro 17, 2009
6 - ADEUS POETA
6 - ADEUS POETA
Foi embora um poeta
Desta vida de mil poderes
Com ele imensa cultura foi
Para a terra dos saberes
Volta poeta, volta
P’ra ouvirmos teus dizeres
Porque tudo que sabemos
De ti, nós aprendemos
Tudo aquilo que perdemos
Jamais iremos perceber
Mais pobres de arte ficamos
Com a falta do teu conhecer
Porquê meu amigo poeta
Tão cedo te foste embora
Porquê essa pressa amigo
Naquele dia pela aurora
O povo chora baixinho
Lagrimas caídas na dor
O poema se sente perdido
Na ausência do seu criador
O poeta jamais volta
De outro lugar de viver
A cultura seus ais solta
Nos tempos de empobrecer
O poeta não volta, não
Para mal da árdua liberdade
Todos ficaram mais pobres
Mergulhados na saudade
fernando ramos
14.06.2005
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janeiro 16, 2009
5 - POBRE DA VERDADE
POBRE DA VERDADE
Pobrezinho eu serei
Com muita dignidade
A vida me ensinou
Falar sempre verdade
A verdade dói a todos
Talvez com muita razão
Mas carrega muito saber
A um pobre de tostão
Nesta vida pobre sou
Com altiva emoção
Em outra, alguém rico ficou
Mas pobre de solidão
Os anjos que este pobre tem
A ele dizem tanto respeito
São dos bons e mais de cem
Morando dentro de seu peito
Pobre e feliz fui aprender
De algum saber e esperteza
Que mais poderia querer
De tamanha gentileza
Pobre da verdade não estou
E p’ra mim é um céu formoso
De poucos bens, feliz eu sou
Em meu chão bem precioso
Fernando Ramos
14.06.2005
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4 - PARTIDA
4 - PARTIDA
Hoje partiu um amigo
Um amigo de verdade
Com ele foi uma vida
E também sua bondade
Em outros dias passados
Alguém se lembrou de ti,
E dos momentos de pecados
Que vivemos por aí
Adeus amigo que fugiste
Prós campos da eternidade
Deus quer que partamos
No espirito de humildade
Ó sinos do meu país,
Ó poetas da minha cidade
Tocai Trovas a Deus
Em poemas de saudade
fernando ramos
14.06.2005
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janeiro 15, 2009
919 - TEU CAMINHO
TEU CAMINHO
Se ao menos eu soubesse por ti
Que era o teu caminho
Correria loucamente por ai
Colhendo as rosas do meu jardim
E, delas sua fragrâncias te oferecia
Com as certezas de meu amor
E jamais algum dia sofreria
Com os meus desgostos de dor
De: Fernando Ramos
15.1.2009
Publicado por ramos às 09:30 PM | Comentários (0)
3 - PARA UM GUERREIRO
3 - PARA UM GUERREIRO
Não choro pelo guerreiro
Que é meu herói
Mas p’la sua ausência
Porque é aí, que mais dói
O povo do meu país
Saudades dele, muitas tem
Porque sabe que o guerreiro
Do lado de lá, não vem
Ó lutas então travadas
O meu herói já não vem
O guerreiro jamais volta
Dos lados do além
Outrora ele voltou
Das masmorras do inferno
Trazia a esperança ao povo
Dum futuro bom, e sério
Com ele veio a vitória
Duma guerra longa e escura
E de lá veio a esperança,
Que ainda hoje perdura
Ninguém acreditou,
No meu herói guerreiro
Porque nos anos que passou,
Tantos perderam no terreiro
fernando ramos
13.06.2005
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2 - ESPERANÇA NO CORONEL
2 - ESPERANÇA NO CORONEL
Foste um trovão de Abril
E quando o silencio,
E a tristeza teimava ficar
A tua alegria nos apareceu
Com honra e generosidade
P’ra quem não tinha esperança
Obrigada p’la tua bondade
O povo, o teu povo
Jamais esquecerá teu heroísmo
Neste inverno que se aproxima
Contigo um dia a esperança chegou
E com ela, a força da tua razão
E a Liberdade dum povo renasceu
E agora que partiste
Nos deixas a lágrima que cai
P’lo militar que nos fez sorrir em Abril
Porque a saudade se aproxima
E com ela, novamente a solidão
(fernando ramos
12.06.2005)
(meu poema a Salgueiro Maia)
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1 - POMBA PERDIDA
1 - POMBA PERDIDA
Nas asas da pura pomba
Vai todo o meu amor
Nelas vai minha vida
E também meu pavor
Não sei o que pensar
Se a Ave não chegar
Será que vou morrer
Por causa de a perder
Ó pomba vem depressa
E cura-me esta ferida
Sem ti não irei viver
Nesta selva perdida
E, se ela não voltar
Eu sei que vou sofrer
Meu coração vai sangrar
Por, o meu amor perder
Volta pomba por favor
Tu tens a minha razão
Sem ti perco o fulgor
E morro de triste solidão
fernando ramos
5.06.2005
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janeiro 11, 2009
918 - OBRIGADA MÃE
OBRIGADA MÃE
Sempre soube como a minha mãe
É importante para mim
Não calculo quanto a sua falta
Poderá trazer dissabores à minha vida
Sei que o amor de mãe
É algo diferente, especial, sublime
E para mim, mesmo divino
Sempre aprendi
Que o nosso bom relacionamento
É a minha força de viver
E também sei, que é o dela
Sei que quando necessito
Do conforto e de amparo
Nos meus momentos menos bons
E de uma verdadeira amiga
Lá está ela sempre a vêr-me
Com os olhos do coração
E seu sorriso bem presente
Para me dar a força e a confiança
Que tanto preciso
Sei mesmo, que naqueles
Pedaços da noite
Quando estamos no sofá
Eu me deito em seu colo
“E como é delicioso seu colo”
E lhe peço carinho
Ela me presenteia
Com festas nas minhas costas
Ou na minha cabeça
E ela, com suas mãozinhas
De amor, me dá boa energia
Como desde que nasci
Mãe, não imaginas como sou
Feliz por seres minha mãe
Não sonhas como eu
Anseio ser uma mãe como tu
Obrigado meu Deus
Por ela existir
E obrigada por me teres escolhido
Para ser sua filha
Obrigada mãe
E obrigada por estares
comigo para sempre
Não sabes como
Te estou tão grata
Pelas lágrimas de felicidade
Que deito por ti
De: Fernando Ramos
11.1.2009
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janeiro 10, 2009
917 - TEMPOS DE BLUES
TEMPOS DE BLUES
No inicio de nos conhecermos
Ainda no tempo da brincadeira
Queríamos ser amigos e não morrermos
Promessa tidas na velha carteira
O tempo da velha escola foi passando
De forma leve, estreita e redonda
Ela seguiu seu destino caminhando
Entre tristeza e alegrias numa volta redonda
E de vez em quando
Recordações me chegam na vaga da onda
Vislumbro esse passado no céu azul
Tocando blues que me apaziguam os sentidos
Lembranças que vão com os pássaros do sul
Soltando eles ruidosos gemidos.
Agarro-os com os olhos e falo-lhes
Nesse céu onde esvoaçam e brincam
Que brincávamos quando éramos pequenos
Que agora apenas pairam
Nos meus sonhos com os blues
E neste tempo de meus blues
Sentado no meu velho piano
Surgem recordações em flashes de luzes
Alertando-me para este desengano
E nos nossos inocentes olhares
Víamos castelos nas nuvens voando
Riamos, desses tontos sonhos
Que hoje não chegam aos meus blues
Apesar de eu continuar esperando
De: Fernando Ramos
10.1.2009
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janeiro 02, 2009
916 - VIVER EM PAZ
VIVER EM PAZ
Viver em paz, é estar bem com o semelhante
E todos nós sabemos que ninguém é perfeito
E que ninguém se pode julgar acima seja do que for
E por isso terá de se entregar à paz de cada um
Não dirigindo acções agressivas ou
Palavras pouco agradáveis
Seja a quem for, porque nunca se sabe
Se mais tarde sofremos as mesmas agressões
Ou teremos de ouvir as mesmas palavras
Sabemos que quando nos nasce um filho
E ele, nos primeiros gestos nos segura num dedo
Esse é o sinal que nos terá preso toda a vida
Por isso teremos que o ensinar que viver em paz
É estar bem com a sua própria natureza
Sabemos também que a felicidade
Não se alcança fácilmente
E não estará no topo da montanha
Como muitos julgam
Mas sim durante a sua subida
E por isso, o melhor que faremos
É gozar o mais possível o “durante” essa subida
Porque quanto menos tempo se desperdiça
Mais coisas úteis se poderão fazer entretanto
Se assim for uma luz brilhará no coração de todos
Será um brilho especial que ficará nos olhos
De cada pessoa, porque aí não reside a tentação
Da vida fácil, nem das oportunidades perdidas
E não cairão certamente das nuvens
Lágrimas de angústia no mundo que nos rodeia
E grita tristemente por paz, quando essa paz
Deveria ser um direito de tudo que faz parte da natureza
Porque quando ela falta, bate o ódio nos corações
Num choro de tristeza mordaz
O mundo precisa de paz, e que chegue depressa
A tantos corações despedaçados
A vida, ensinam-nos que ela é a melhor escola
Que nos dará o melhor de todos os cursos superiores
De: Fernando Ramos
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dezembro 24, 2008
915 - NOSSOS TRILHOS NOSSOS CAMINHOS
NOSSOS TRILHOS NOSSOS CAMINHOS
A nossa vida vai por trilhos
Que se percorre passo a passo
Eles levam e trazem formas de estar
Que serão tristezas ou sonhos
Que chegam e partem
Numa rapidez que nos surpreende
Outras trazem e levam esperanças
E até alegrias que nos confortam
A alma naqueles momentos
Em que mais acreditamos
Ou mais precisamos de acreditar
Que o nosso trilho chegará
A um bom final
É o que exigimos
Final esse que se espera uma vida
Repleta de trilhos direitos
Trilhos desviados
Mas sempre trilhos
Que são nosso caminho
Que nos levam a um destino
Que é o meu, ou o seu
Porque por vezes tentar
Ir por outros trilhos
Que nunca nos foram destinados
Se esses nunca os alcançaremos
Os nossos estão reservados
Mesmo até ai fim do nosso caminho
Fernando Ramos
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dezembro 22, 2008
914 - PEDAÇO DE PÃO
PEDAÇO DE PÃO
Ó vida terrestre de incerto destino
Vivido a sul num caminho campestre
Apenas anseia um gesto de mão
Aguardando do seu Senhor e Mestre
A entrega dum pedaço de pão
A próxima chegada
Da esperança sem dores
Vinda na manhã já terminada
Chegam braços cheios de lindas flores
Que embelezam a alma e o coração
Deixando no ar esses doces odores
Que apenas pedem um pedaço de pão
Ó mundo que inundes tanto ar
Poluindo vidas de gentes sem beira
Chorando de tristeza e sem amor
Olhando o dia à sua maneira
Passando o momento de sua razão
De enorme tristeza tão grosseira
Onde apenas pede um pedaço de pão
De: Fernando Ramos
22.12.2008
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dezembro 20, 2008
913 - AS CORES DAS AGUARELAS
AS CORES DAS AGUARELAS
Em aguarelas fixo cores do esplendor
E quando as pinto lanço-as à semente
Para um destino que não albergue a dor
Que são espinhos de tanta, tanta gente
As aguarelas que raramente pintamos
Por vezes é a nossa boa surpresa
São caminhos que nunca imaginamos
Se são os certos é a maravilhosa grandeza
E o destino vai percorrendo seu caminho
Como o rio vai direitinho ao mar
Ele encontra sol, e também algum frio
E uma margem boa para lá se pintar
As cores das aguarelas pintam o destino
Que nasce dentro de cada um de nós
Elas são o brilho, ou o desatino
Que dá a alguns um futuro vil e atroz
De; Fernando Ramos
20.12.2008
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dezembro 17, 2008
912 - QUADRO DE UM MESTRE
QUADRO DE UM MESTRE
O dia se esgueira ao raiar do entardecer
Aparecendo a noite e seu luar
Nasceu o escuro e o silêncio vai entrar
Que perdurara até amanhecer
Aí começa o desafio da passarada
Empoleirada em árvores do belo jardim
As ruas se enchem de gente apressada
Para um trabalho que não é festim
A vida corre apressadamente
Num dia de Inverno ou de verão
Crianças brincam num cavalinho alazão
E as mães para elas sorriem docemente
E o dia novamente chega ao seu final
Interrompendo-se o canto da avezinha
Mergulhando no sono até de manhãzinha
Está a mãe e o seu menino natal
Neste belo quadro de um grande mestre
Assiste a grandiosa Lua feiceira
Iluminando a mãe, boa conselheira
Que na noite calma, de brilho a lua veste
De: Fernando Ramos
17.12..2008
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dezembro 15, 2008
911 - SR. DR. DEPUTADO DA NAÇÃO
SR. DR. DEPUTADO DA NAÇÃO
Sr. Dr. Deputado da Nação
Que bem que vós falais
Diz mentiras sem razão
Não nos prometa mais
Estamos fartos de promessas
É fartura de tanta ilusãos
Tudo isso são só conversas
Que ao povo faz confusão
O que diz vai de lambreta
Pró lugar que o povo sabe
É tudo conversa da treta
Que em eleições já não cabe
Uma mentira aqui, e outra ali
Já todos sabemos como é
As falsidades vagueiam por ai
Julgando que o povo é a ralé
Está enganado Sr, Doutor
Não somos assim tão parvos
Suas leis são um horror
P'ra quem não tem centavos
Essa de fingir marcar o ponto
Quando chega a Sexta Feira
Só engana quem é tonto
Ou não passa de brincadeira
Vamos lá mudar o discurso
Está na hora da sinceridade
O povo não é urso
Só lhe exige a verdade
De: Fernando Ramos
14.12.2008
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